Agora sou feliz. Acho que esgotei a minha inspiração.
Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010
Sábado, 16 de Janeiro de 2010
Amo o teu olhar envergonhado
O apoio constante
A forma como exageras
O sorriso sincero
Os ataques de ciúmes
As brincadeiras
As lágrimas
Amo a forma como me acalmas
As palavras que me dizes ao ouvido
A vida que fazes nascer em mim
O teu toque
O teu corpo
Amo ver-te adormecer
Abraçar-te como se fosse a última vez
Mimar-te
Respirar-te
Amo a maneira como me sinto apaixonada por ti
Amo, sobretudo, o facto de te amar.
Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
Aqui
O corpo a sucumbir
Nódoas de sofrimento
Trevas
Escuridão
Um olhar desfocado
Uma nuvem que passa
E fica
Que se deixa morrer
Que se abandona a si própria
Deixando cheio o vazio
Tenho razões para sentir esta raiva
O caminho que percorri
Armadilhou-se
A pedra que eu protegia
Rachou-me a cabeça
Deixou-me aqui
A pintar de vermelho este lago
Ergo o olhar e encontro-te
Tão distante
Naquela estrela apagada
E choro
Por não conseguir chegar-te
Por não conseguir dizer que te amo
Por não poder ser eu noutro corpo qualquer
E agora que os sóis se apagam
E agora que o infinito se aproxima
E agora que tenho a estrela na minha mão
Uma última luz corre para longe de mim
Cada vez mais longe
O barulho de uma explosão
Um resto de felicidade
Um sorriso morto nos lábios
Um sentimento imortal
Guardado naquela estrela
Que agora brilha

(Ilustração de Lvis)
Sábado, 21 de Março de 2009

Porque é que me deixas lavada em lágrimas?
Se não há mais nada aqui
Porque é que continuo à procura?
Apetece-me
Pontapear tudo aquilo que me rodeia
Desfazer a parte da minha pele
E m que tocaste com a tua pele
Gritar
Até que a voz deixe de existir
E todas as vozes deixem de existir
Até que a voz deixe de existir
E todas as vozes deixem de existir
Quero deixar de sentir
O ardor no pensamento
E uma falha no momento
Em que nunca estarás de novo
Porque acabou
Apetece-me
Correr
Sair daqui
E nunca mais olhar para trás
Correr até que as lágrimas se misturem com a chuva
Correr até desmaiar
E esperar nunca mais tornar a abrir os olhos
Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Slides de uma vida…memórias de algo que nunca realmente aconteceu…peças de um passado, de um presente, de um futuro…muralhas estendidas separando-me do sonho…esperança de uma meta que nunca alcançarei…sorrisos de uma alegria distante…pensamentos flutuando num mar de desilusões…corações batendo ao ritmo das lágrimas…olhares vazios enterrados na lama…ciúmes de uma inexistência…choros desesperados numa busca infrutífera…uma voz ecoando nas montanhas do infinito…
Este é o momento em que GRITO… e as muralhas caem, os sonhos tornam-se mais nítidos…as portas abrem-se…pego na tua mão…o mundo renasce…o teu sorriso surge…uma força invisível une os nossos corpos…o olhar brilha…o prazer torna-se paixão…tudo passa a fazer sentido…apenas há um “tu” e um “eu”…apenas há um “nós”…o futuro torna-se presente…o meu destino és tu…
E este é o momento em que interrompo o beijo…aperto-te ainda mais e te digo, quase num murmúrio: ”Amo-te...”
Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008
Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Se eu pudesse ver através desta névoa…
Se eu pudesse deitar abaixo esta barreira…
Este muro que me separa do mundo
Esta vida que me prende à morte
Este sonho que me acorrenta aqui
Se eu pudesse olhar à minha volta…
Sentir que todos os caminhos estão abertos para mim
Que a felicidade depende de qual eu escolher
Se eu pudesse gritar com toda a força…
Se eu pudesse agarrar o ar que respiro…
Se eu pudesse sentir sequer…
Quero chorar!
Para poder sentir que estou viva
Que a música que me destrói os tímpanos é real
Que a casa em que em encontro não tem as portas fechadas por dentro
Que posso pegar nas minhas coisas
E ir…
Ir…
Deixar estas mil paredes
Que me reprimem
Que escorrem sangue da minha revolta
Que esgotam a energia que há em mim
Que me fazem desejar cada momento em que me deito
Para não ter de ouvir ninguém
Para não ter de ver ninguém
Para poder ser
Simplesmente
Eu…
Se eu pudesse deitar abaixo esta barreira…
Este muro que me separa do mundo
Esta vida que me prende à morte
Este sonho que me acorrenta aqui
Se eu pudesse olhar à minha volta…
Sentir que todos os caminhos estão abertos para mim
Que a felicidade depende de qual eu escolher
Se eu pudesse gritar com toda a força…
Se eu pudesse agarrar o ar que respiro…
Se eu pudesse sentir sequer…
Quero chorar!
Para poder sentir que estou viva
Que a música que me destrói os tímpanos é real
Que a casa em que em encontro não tem as portas fechadas por dentro
Que posso pegar nas minhas coisas
E ir…
Ir…
Deixar estas mil paredes
Que me reprimem
Que escorrem sangue da minha revolta
Que esgotam a energia que há em mim
Que me fazem desejar cada momento em que me deito
Para não ter de ouvir ninguém
Para não ter de ver ninguém
Para poder ser
Simplesmente
Eu…
Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
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